
Torcida de altíssimo nível.
No O Globo de hoje o colunista Fernando Calazans comenta o comportamento das torcidas e diz, com ampla e total razão, que hoje estas se vêem como inimigas, e não como rivais. Comenta as violências absurdas, as agressões covardes e a dificuldade em se ir a um estádio com a família, e mesmo sozinho. Ele tece tais comentários ainda sobre a exceção a esta regra, que presenciou no jogo da Libertadores, do Flu com a LDU. Lá não houve um incidente, apesar da derrota inesperada, de qualquer tipo, e ocorreu sim uma grande festa no início, e uma grande frustração ao fim, mas tudo passado e praticado com educação, respeito e dignidade, o que é uma incrível exceção nos dias de hoje. Para mim é uma volta aos meus tempos de adolescente, quando eu ia ao Maracanã e não via qualquer tipo de briga, e as torcidas confraternizavam-se; você podia assistir ao jogo com a camisa de seu time, no meio da torcida adversária, sem ser agredido. Isto tudo é mais galardão e mais felicidade, pelo menos para mim, do que uma vitória. Torço por um clube e não por um time, e um clube deve ser feito de gente educada e honrada, não de idiotas, beócios, violentos. Diz ainda o colunista que é inadmissível torcer contra o time do mesmo local, da mesma cidade, aliás repetindo o que um jogador da LDU, o Bolaños, falou, dizendo que no Equador todos estavam torcendo por eles, mesmo os torcedores do Emelec, do Barcelona e assim por diante, não entendendo o que estava ocorrendo aqui no Brasil. É fácil explicar: quem elege um sujeito como Lula é capaz de tudo. Madeira
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